sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Natal e diaconato

 O Natal, na perspectiva metodista, é mais do que uma celebração festiva; é uma oportunidade de vivenciar os princípios fundamentais que orientam a fé metodista. Nessa temporada especial, o Diaconato Metodista emerge como um farol, iluminando a escuridão com amor, graça e serviço dedicado ao povo.


Para os metodistas, o Natal é uma lembrança vívida do nascimento de Cristo, o Salvador que veio ao mundo para demonstrar o amor redentor de Deus. Essa mensagem ressoa nos corações dos metodistas, inspirando um compromisso especial com a Diaconia, uma expressão concreta do amor cristão na prática.


O Diaconato Metodista, como serviço ao povo, transcende a simples caridade. Ela é fundamentada nos princípios de servir com compaixão, identificando as necessidades da comunidade e respondendo de maneira proativa. No Natal, esse compromisso é intensificado, e os diáconos e diaconisas metodistas tornam-se agentes de esperança, paz e alegria.


Em vez de apenas celebrar nas igrejas, os metodistas veem o Natal como uma oportunidade de estender o alcance da igreja para além de suas paredes. Eh a  prática do amor encarnado, seguindo o exemplo de Cristo que veio não para ser servido, mas para servir.


Durante o Natal, os diáconos metodistas estão nas ruas, nas casas das pessoas, nas comunidades mais esquecidas. Eles não apenas levam presentes materiais, mas também compartilham a mensagem de esperança e graça. Cada ação é um testemunho vivo do evangelho, um lembrete de que o verdadeiro significado do Natal está na doação de si mesmo.


A Diaconia Metodista no Natal não se limita a gestos isolados; é uma narrativa contínua de serviço. Os metodistas buscam construir relacionamentos duradouros com as comunidades, identificando maneiras de apoiar e fortalecer os que estão ao seu redor ao longo do ano.


Assim, para os metodistas, o Natal é um chamado à ação, um convite para encarnar os valores centrais da fé. O  Diaconato Metodista como serviço ao povo não apenas atende às necessidades imediatas, mas constrói um legado de amor e serviço que ressoa ao longo do tempo, tornando o Natal um período não apenas de celebração, mas de transformação e renovação.






quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Artigo resposta a Bioetica e fé cristã.


http://bioeticaefecrista.blogspot.com.br/2015/10/criancas-e-adolescentes-indigenas-em.html

A ética dialética relativista praticada pelos que discutiram o assunto acima foram indiscutivelmente organizadas a partir da ótica da "ética do dominador imperialista ocidental". 

Isso me remeteu até mesmo às preconceituosas antropologias evolucionistas , quando "nós" sabedores de tudo ocidentais discutíamos a incapacidade de etnias silvícolas ("eles") discutirem seus destinos (porque nunca sequer refletiram sobre questões filosóficas pela ótica , por exemplo fenomenológica, ou que sequer possam ter noção do que significa "epistemologia"). 

Discute-se no texto a intervenção dos "dominadores" a partir de um dualismo, seja a partir de uma intervenção direta na forma de uma normativa (PL 1057-7 de 2007) ou de seu contraponto pretensamente de "não dominação " relativista ( a partir de Holanda e seu relativismo aberto versus o chamado absolutismo moral). Percebe-se no final infelizmente quer queiramos ou não, o destino das pessoas debaixo desta "dominação" e serão influenciados de uma forma ou de outra não importa a atitude que tomemos diante do fato.  

Vou agora colocar uma questão intercultural levantando uma incômoda questão abandonada pela mídia devido aos recentes escândalos políticos que inundam a midia: a questão da cracolândia , comunidade que é subproduto da "evolução natural" da espécie humana , Homo Sapiens ocidental no Brasil. Vamos discutir essa questão em paralelo a partir do conceito antropológico  de vulnerabilidade de uma comunidade ( usado no texto como chave hermenêutica conceitual no texto sobre as etnias indígenas).

Qualquer pessoa que não seja do grupo da cracolândia, percebe que "eles" participam de algum tipo particular de subcultura ocidental apesar de os reconhecermos como "seres humanos" enquanto espécie genètica. A partir da dependência da droga,os valores, conceitos, objetivos de vida e prioridades mudam. Não é difícil que todos os visitantes à esta subcultura, concordem também que parte de sua  vulnerabilidade (e muitas vezes a incapacidade de autogestão) advém do abuso das drogas. Devido a incapacidade de auto gestão ou "autonomia" ( no sentido antropológico ganha a conotação de lei própria e capacidade de gerir sua própria vida) por parte da coletividade de uma cracolândia , existe uma percepção da sociedade quer seja científica quer seja leiga de que de exista  a necessidade de intervênção externa.


Vemos no texto:
"é do contexto das transformações internas  próprias do dinamismo e das pressões externas advindas do contato interétnico ,que afetam o funcionamento autônomo das instituições indígenas em complexas e variadas situações históricas que temas como a morte ou interdição de vida de crianças indígenas têm sido pensados antropológica e bioéticamente." 

Como vimos acima foi afirmado que ( segundo as sempre mutantes  e instáveis leis científicas no caso aqui antropológicas) as sociedades sofrem transformações internas próprias ( ou seja não são estáveis ou silvícolas para sempre) e algumas mudanças são decorrentes das pressões externas advindas do contato com outras culturas ( interétnico). 

A história do mundo está repleta destes encontros com a "outra' cultura. Desses embates saem os hibridismos sociais , e sincretismos religiosos como no caso brasileiro resultados das relações entre a Europa cristianizada , Africa escravizada e etnias ameríndias. entretanto a partir disso querer afirmar que a postura de defesa de leis contra infanticídio sejam apenas motivadas por aparente pragmatismo religioso de colonialista ,ao invés de pensar na possibilidade do amor por parte de quem criou o movimento do projeto de lei ( e aí claramente vemos o movimento da Atini) ou mesmo da já conhecida possibilidade da cultura em movimento , resultante deste sincretismo que afeta os dois lados da moeda.  Como retirar de nosso inconsciente coletivo brasileiro, por exemplo, a questão carnaval, samba, futebol e mandioca mesmo entre evangélicos? Aqui podemos perceber claramente influencia da  Africa , Europa e etnias ameríndias juntos no nosso dia a dia na nossa alimentação no nosso vestuário. 

Acredito que ao retirarmos a chance de conversar com essas etnias sobre sua cultura é o mesmo que acharmos que não deveríamos dialogar com Islâmicos radicais que acreditam ( segundo sua cultura) que explodir um trem ou onibus é a melhor maneira de ir para o paraíso. Ora qual encontro intercultural é prejudicial? Quem pode afirmar qual é o positivo? Quem detém o referencial se tudo é relativo? O que nos motiva a intervir em outra situação cultural? 

Se queremos com médicos de Cristo influenciar em políticas públicas precisamos nos perguntar quais as motivações nossas , para nos envolvermos nisso. E quais as motivações de outras posturas. Nem tudo que é aparente é o real. 

Oremos e atuemos para que politicas públicas possam também intervir onde quer que seja necessário para que a Justiça seja necessária. 

Paz de Cristo

Seu conservo Wilson Bonfim , 

PS ainda vou ler o material do Pr Lidório. 


4 Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida.
5 Vede entre os gentios e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos; porque realizarei em vossos dias uma obra que vós não crereis, quando for contada.
Habacuque 1 4-5 

quarta-feira, 25 de março de 2015

Maioridades, penas e outras violências ...

Já se consumiram os meus olhos com lágrimas, turbadas estão as minhas entranhas, o meu fígado se derramou pela terra
por causa do quebrantamento da filha do meu povo; pois desfalecem o menino e a criança de peito pelas ruas da cidade.Lamentações 2:11

Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás?
Por que razão me mostras a iniqüidade, e me fazes ver a opressão? Pois que a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e
o litígio.Aos jovens obrigaram a moer, e os meninos caíram debaixo das cargas de lenha. Lamentações 5:13

E lançaram sortes sobre o meu povo, e deram um menino por uma meretriz, e venderam uma menina por vinho, para beberem. Joel 3:3

Nação feroz de rosto, que não respeitará o rosto do velho, nem se apiedará do moço; Deuteronômio 28:50

Na verdade, antes que este menino saiba rejeitar o mal e escolher o bem, a terra, de que te enfadas, será desamparada dos seus dois reis. Isaías 7:16

Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida.
Vede entre os gentios e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos; porque realizarei em vossos dias uma obra que vós não crereis, quando for contada.Habacuque 1:2-5

Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida.Êxodo 1:22

Então Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito, e mandou matar todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos.
Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias, que diz:
Em Ramá se ouviu uma voz, Lamentação, choro e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos, E não quer ser consolada, porque já não existem.Mateus 2:16-18

Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,
A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.

Hebreus 1:1-2

Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.
Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;
Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem;
para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;
Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.
Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?
E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?
Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus. Mateus 5:38-48

Jesus, porém, disse: Deixai as crianças e não as impeçais de virem a mim, porque de tais é o reino dos céus.Mateus 19:14


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Medicina no Brasil um retrospecto

Sou médico formado em 1987 e tenho uma filha casada que se formou em medicina em agosto último de 2014 na UNIRIO. Eu me formei com grande sacrifício de meu pai pois estudei em faculdade particular (UGF) ( meu pai homem vendedor simples que orgulhosamente formou o primeiro médico da familia dos dois lados). Enquanto estudante fui um dos lideres do comando da primeira greve de minha universidade em 1987 e na época a ajudei com outros colegas a salvar o então hospital Gama Filho que hoje é o hospital de Piedade. Agora 20 e poucos anos depois me deparo com este horroroso descredenciamento da Universidade Gama Filho uma das mais prestigiadas faculdades de medicina de minha época. Não pensem que o fato da universidade ser federal que o ensino está garantido e que formará médicos prontos para o mercado.

Não posso deixar de confessar que realmente compreendo a insatisfação ( que também é minha como usuário) da população brasileira, não apenas com o sistema de saúde do SUS ( sistema único de saúde) mas também daqueles que têm os seus planos e seguros de saúde. Sou fervoroso crítico ao modelo assistencialista-mecanicista da saúde de hoje .

Fui diretor do Evangemed e ex-presidente nacional da associação de médicos de Cristo ( por mais de 10 anos mas não gostaria que fosse divulgado caso você considere comentar esta a carta pois falo de moto exclusivamente próprio e em nada consultei meus pares). http://oglobo.globo.com/politica/pnud-metade-dos-brasileiros-reclama-do-tempo-de-espera-para-atendimento-em-hospitais-2967038 Não trabalhei no passado no setor publico por causa das condições tanto financeiras quanto de trabalho. Fui acadêmico em uma unidade de saúde pública e fiquei estarrecido com o que vi. Anos depois como médico de projetos sociais missionários por mais de 14 anos fiz curso de saúde comunitária na India (http://www.jamkhed.org) junto com médicos cubanos, e depois trabalhei em comunidades no Brasil e fora dele em uma agencia no estilo médicos sem fronteiras trabalhando desde a Amazonia, Moçambique e recrutando pessoas do mundo inteiro para trabalhar nos diversos desastres naturais desde o Tsunami.

Tive de parar tudo isso em 2011 que fazia com enorme paixão por motivos de saúde na família. Este tipo de projeto social médico tinha espaço porque ainda existiam ( e ainda existem) pessoas desassistidas seja por questões de saúde pública seja na questão das emergências do tipo desastres naturais. Paralelo a isso também trabalho em projetos de inclusão social. www.cinechance.org

 Muitas vezes nos ultimos anos me sinto vigiado e quase equiparado a um bandido/marginal. Também não sei se você conhece ou teve possibilidade de estudar a situação dos números da atenção à saúde no Brasil e da formação médica. Este estado generalizado de cobrança/acusação contra os médicos causa um mal estar generalizado na categoria em contraste com o antigo prestígio que a profissão tinha, ( e de certa forma se mantém no inconsciente coletivo das pessoas mais antigas). Entretanto esta rixa poderá ter um custo alto em longo prazo se as pessoas não quiserem mais ser profissionais de saúde em especial médicos. Minha filha que estuda medicina na UNIRIO está apavorada com o rumo das coisas. Inicialmente permitam-me o direito de poder desabafar ,e permitam-me o privilégio de compartilhar um pouco do lado dos profissionais, que se dedicam em média 8 anos para antes de entrar no famigerado chamado "mercado de trabalho".

Meu foco não será direcionado aos Cubanos uma vez que a unica culpa deles é de serem médicos proibidos de fumarem charutos cubanos. Eu já viajei pra Cuba e me relaciono com médicos cubanos além de ter realizado um curso junto com alguns deles na India em 1995.

Aquele tipo de médico rico da novela das oito existe somente ali. (menos de 0,01 % dos médicos que são deputados , donos de hospitais e redes hospitalares , e donos de OS (organizações sociais) na verdade "empresários da saúde" para ser mais exato). Recentemente as pessoas passaram a olhar os médicos quase que como uma espécie de mafioso organizado que se reúne com outros colegas para falar das torturas cometidas contra outros.

 Tenho estado perplexo com a proporção que essa situação tomou. Existe o lado de quem presta os serviços, e quem recebe os serviços(qualquer um de nós). Além disso existe a questão publica x privada. Seria justo descontar a nossa insatisfação somente nos profissionais ? Quem dirige isso? Quem credencia capacita e cria estes profissionais? Uma grande maioria dos médicos brasileiros é mal formada e mal empregada, e atualmente somos obrigados pelo "mercado" a nos mantermos como "terceirizados" dos "terceirizados" e muitas vezes não legalizados. Aquela figura do profissional liberal deve ser esquecida em detrimento do subempregado público e privado. É claro que conheço alguns poucos médicos (em geral cirurgiões de especialidades do tipo oftalmológica/ cardio vascular/ neuro cirurgia/ reprodução humana e plástica) que têm poder aquisitivo acima da média. Precisamos pensar que se a medicina é considerada uma arte e sacerdócio ela também é uma profissão ou seja; vivemos dela para realizar nossos sonhos como qualquer ser humano. Surge aqui um primeiro ponto para discussão.

Se os médicos generalistas ( tão valorizados na mídia e nos discursos governamentais) não forem devidamente valorizados financeiramente, existe o risco concreto deste profissional se extinguir uma vez que não consegue auto sustentar-se ou sustentar a família. Algumas perguntas importantes em relação a generalidades:
 1- Seríamos nós médicos os responsáveis pelos aumentos de surto de Dengue como a mídia as vezes procura demonstrar todos os anos ao mostrar emergências lotadas de doentes (já que não é possível manejar a falta de profissionais e leitos)? O que dizer agora do surto da Dengue no Japão? http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014/09/1512076-surto-de-dengue-se-espalha-pelo-japao-e-preocupa-autoridades.shtml http://noticias.r7.com/saude/surto-de-dengue-se-espalha-pelo-japao-e-preocupa-autoridades-06092014 http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/09/japao-detecta-ao-menos-22-casos-de-dengue-transmitidos-dentro-do-pais.html
2- Seríamos nós médicos os responsáveis pela falta de médicos recém formados no interior ou o mal planejamento governamental ( tal qual professores segurança etc houve algum programa mais professores ou mais policiais?)?
 3- Seríamos nós médicos os responsáveis pelo insuficiente numero de escolas médicas de boa qualidade nestes ultimos 20 anos? ( O governo bloqueou através do MEC a criação de novas faculdades particulares nem criou federais)
4- Seríamos nós médicos os empreiteiros que lucram com a construção das novas unidades de PSF?
 5- Seríamos nós médicos aqueles que enriquecem a custa de fornecimento ilegal de medicamentos/suprimentos através de licitações viciadas?
6- Seríamos nós médicos aqueles que lucram com os medicamentos nas farmácias populares subsidiadas pelo governo?
7-Seríamos nós médicos os moradores majoritários dos grandes condomínios de luxo e frequentadores dos locais requintados da sociedade ?

 O financiamento da área de saúde é complexamente multifatorial. Alguns fatos: Existem pelo duas dimensões da questão profissional do medico no Brasil a serem consideradas e que parecem distintas em um primeiro momento; Privada e pública. Quanto é o salário de um médico concursado no município do Rio de Janeiro convocado por sua excelência o Prefeito Paes em 2013? 1.500 reais. Perdoe-me a ousadia mas Imagine se todos os colegas medicos tivessem a coragem de abdicar deste parco salário diante da imensa responsabilidade que é a de prestar assistência em geral de vida ou morte por causa da estabilidade?

 Você sabia que os projetos de atenção à saúde chamados de UPAS foram criados na época do presidente Lula mas foram muito bem promovidos (propaganda) pelo governador Sérgio Cabral e pelo prefeito Eduardo Paes ? Um governo federal que se diz socialista está promovendo a maior privatização já vista pela saúde PÚBLICA do Brasil. Se as suas excelências que detêm o poder da pesquisa e dos números sabiam da falta de profissionais de saúde porque não criaram um programa de aceleração da saúde? O programa de PSF criados pelo presidente Fernando Henrique também tiveram uma atenção especial no governo Lula através da terceirização. Como gerenciar um projeto de saúde 'PÚBLICA" com mão de obra de pessoal que não é treinado para tal função? O médico que trabalha no PSF deveria estudar uma especialidade para criar qualidade e relacionamento. E o programa de relacionamento com a população em longo prazo médico x paciente?

Os modelos que inspiram tal projeto como Ingles e Canadense têm seus médicos com estabilidade de emprego e salários compatíveis. Como cobrar isso de médicos brasileiros se não temos segurança, estabilidade e condições de emprego (financeiras e infraestrutursa de local de trabalho)? Rejeitaram nossa reclamação como categoria acusados pela justiça brasileira como "RESERVA DE MERCADO?" http://bvsms.saude.gov.br/bvs/periodicos/informesaude/informe197.pdf

Sabem o que significa esta gestão de saúde do PT? Estão vendendo a saúde do povo para gestões particulares (ONgs/cooperativas e OS) o que gera uma tremenda confusão ética e de isonomia entre os profissionais ( Isso apareceu no fantástico da Globo recentemente).

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2013/12/imagens-mostram-consulta-jato-na-rede-publica-de-1-minuto-e-4-segundos.html
 No mesmo espaço de atendimento à saúde convivem profissionais concursados que ganham 1500 reais / mês e outros terceirizados que ganham 5 mil. Porque? Porque se deseja terceirizar a saúde ao invés de criar um modelo de saúde adequado quando temos segundo os estudiosos do mundo inteiro a cartilha de saúde publica mais abrangente do mundo o SUS? Quando o processo de privatização chegou nas emergencias , os médicos Bombeiros se recusaram a atender no mesmo espaço fisico com os medicos terceirizados. O risco é igual com condições salariais diferentes ( Os bombeiros ganhariam menos que os terceirizados).

Eu fiz uma experiencia no ano passado (2013) e me candidatei para uma vaga no PSF como especialista que sou em ultrassografia. Rapidamente ganhei uma vaga. Confesso que estava com muita vontade de trabalhar no PSF pois já sentia falta depois de 4 anos sem trabalhar com comunidades. O que eu encontrei? Marcação de exames altamente desorganizada, desrespeito ao paciente na estrutura dos PSF que é "bonitinha mas ordinária". O acesso principal não tem ar condicionado, que de tão quente chega a afetar as salas de atendimento refrigeradas. Após algumas chuvas fortes características de verão as salas receberam goteiras em especial entre os módulos. Projeto de engenharia absurdo. No meu caso particular tive de prestar assistencia no meu ultimo dia ( quando decidi deixar o posto) em sala improvisada com aparelhos e outras coisas no meio do atendimento.Para mim o PSF é apenas um serviço público que na minha opinião existe simplesmente para mostrar serviço. Quem lucrou (lucra) com a construção destas unidades de saúde modulares em toque de caixa?(além do ganho político ) Eu realmente não sei mas, vocês poderiam levantar. Porque nós médicos agora terceirizados pelo governo não temos direito a uma carreira de estado digna? Porque não podemos ter férias? Porque no SUS não temos concursos com vencimentos dignos e somos obrigados a sermos contratados/sublocados por terceiros que não garantem nenhuma estabilidade de emprego e podemos ser dispensados quando os gestores assim o desejarem? Quando os médicos percebem que é uma armadilha e saem do PSF, geram um enorme "turn over" e a população perde porque não tem médicos estabilizados mantidos na mesma unidade.

A propaganda de que o médicos conhecem os paciente no PSF é enganosa e cruel. Em geral somente os clinicos que são contratados podem assim de certa forma dizer mas sempre é em termos de contratos curtos de até dois anos. Não sabemos se os futuros prefeitos ou governadores manterão os empregos ou as posições. O que falar das outras profissões? Policiais, fiscais, politicos, jornalistas, dentistas, enfim toda profissão tem seus bons e maus profissionais. Enquanto isso fiscais e policiais de todos os tipos e classes entram em nossos consultórios , clinicas , hospitais e salas de atendimento buscando propinas e muitas vezes em tom de ameaças. O pior agora é que os pacientes influenciados pelas manifestações populares contra o governo, despejam no profissional a sua raiva acumulada que deveria ser contra os "gestores" da saúde (planos de saúde privados ou governantes).

 Voce tem noção do preço de uma consulta/Cirurgia/procedimento no SUS? Sabe quanto um médico é pago para realizar cirurgias por planos de saúde? Voce sabe o custo de um processo ético profissional por errar em uma consulta de 15 reais? Abaixo uma breve compilação de dados se me permite compartilhar.Números sobre a complexa questão do atendimento em saúde Proporção de médicos por habitante Este resultado demonstra uma alarmante concentração de médicos nas capitais brasileiras e carência no interior do país, situando-se no Centro- Oeste e Nordeste a maior concentração de médicos em capitais brasileiras. Registra-se, porém, uma exceção na região Norte, visto que das seis capitais, Rio Branco/AC, Macapá/AP e Boa Vista/RR apresentam relação superior a 1/ 1.000 hab., fato que não se observa nas demais capitais do país. A pesquisa Situação de Saúde da População Brasileira: Perfil Sócio-demográfico, Epidemiológico, Fontes de Financiamento e Demanda Acolhida por Regiões e Municípios, coordenada pelo Departamento de Gestão da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, (DEGES/MS), apresenta, entre outras possibilidades: aumentar a capacidade instalada em saúde, principalmente em municípios de 100 a 300 mil habitantes, que são pólos regionais; promover a formação e capacitação de profissionais de saúde, especialmente médicos, e incentivar sua presença nas regiões com maiores carências, como a Norte e a Nordeste. (cf. Anexo 4)

Fontes
http://www.portalmedico.org.br/include/biblioteca_virtual/abertura_escolas_medicina/007.htm
Antônio Augusto Silva, professor do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal do Maranhão (Estado com a menor relação de médicos por habitantes do Brasil), defende dessa ideia. "Apesar de alguns lugares terem uma oferta de salários alta, os médicos relutam em ir para o interior porque a estrutura e a condições de trabalho são precárias. http://www.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-tem-dois-medicos-para-cada-mil-habitantes,1050074,0.htm http://www.escolasmedicas.com.br/intern3.php http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=NoticiasC&id=2323 especialidades medicas Cancer mama http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2012/08/15/politics-behind-mammography.aspx http://www.webmd.com/breast-cancer/features/new-mammogram-screening-guidelines-faq http://www.cancer.gov/cancertopics/pdq/prevention/breast/Patient/page3#Keypoint27 http://www.thebreastcancercharities.org/preventing-cancer/mammography-time-for-a-new-screening-protocol/ http://topics.nytimes.com/top/reference/timestopics/organizations/p/preventive_services_task_force/index.html Financiamento da área de saúde no Brasil http://www.conass.org.br/colecao2011/livro_2.pdf http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/orcamentobrasil/estudos/2013/NTn12de2013FinanciamentodaSadeBrasileOutrosPasesV.Prel..pdf
Medicos no canada http://noticias.terra.com.br/brasil/mais-medicos-canadense-tem-inscritos-do-brasil-20-sao-escolhidos,7163ce6308581410VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html 
http://www.mikix.com/8-razoes-para-nao-imigrar-para-o-canada/ http://en.wikipedia.org/wiki/Health_care_in_Canada como é a saude no canada
Os canadenses viajam ao EUA pra saude
http://obamacare411.wordpress.com/obamacarelies/obamacare-lies-vol-7/
 Salarios dos medicos canadenses http://www.theglobeandmail.com/life/health-and-fitness/health/how-much-are-canadian-doctors-paid/article7750697/
 Medicos no estrangeiro http://www.judithscliar.com/doctors-training-abroad/relacao-hospitais-estagio/index.html

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Tenho pensado ultimamente como usar o Blog depois do advento do facebook. O blog me servia no passado como ferramenta de journal ou diário com alguns toques de informações e artigos. Estou pensado em transicionar para outros meios para enviar meus artigos. Enquanto isso vou trabalhnado fazendo meus exames e ultrassonografias.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

AUREO APRESENTA PROJETO OBRIGANDO A AFIXAÇÃO DE CARTAZES DE ADVERTÊNCIA SOBRE A OBESIDADE EM ‘FAST FOOD” O Projeto de Lei 5674, de 2012, apresentado pelo deputado federal Aureo obriga os estabelecimentos que comercializam alimentos “fast food” a afixar cartazes em locais de fácil visualização sobre os riscos da obesidade. Segundo dados do IBGE, no Brasil mais de 65 milhões de pessoas, ou cerca de 40% da população, apresenta sobrepeso, enquanto 10 milhões são considerados obesos. Os números avançam rapidamente entre todas as idades e classes sociais. Entre os homens a incidência de sobrepeso é maior, mas a obesidade atinge percentualmente mais mulheres. Entre a população infantil e adolescente não é diferente. Mais de 16% dos jovens entre 10 e 19 anos encontram-se acima do peso. Vários fatores são apontados para essa verdadeira epidemia, todos relacionados ao estilo de vida e à urbanização: alimentação incorreta, falta de tempo para se alimentar e, portanto, a alimentação por meio de “fast food”, além do sedentarismo. - Assim propomos que as lojas que comercializem “fast fodd”, alimentação apontada como um dos fatores que concorrem para a obesidade, sejam obrigadas a alertar os consumidores com cartazes em suas instalações contendo alertas dos males da obesidade, em suas propagandas – declara Aureo.

sábado, 6 de abril de 2013

Obesidade , saúde pública e futorologia.



Obesidade , saúde pública e futorologia.
Dr Wilson Bonfim – Médico – formado na UGF 1987/ Especialização em clinica medica e pneumologia Enfermaria 41 Santa Casa de Misericórdia Rio de Janeiro , Ex-medico R2 assistente Cirurgia geral – Força Aérea Brasileira e Santa Casa de Misericórdia ,Ultrassonografista desde1992 e Curso de saúde - Comprehensive Health Care India Jamkhed India.
Introdução:
O que me motivou para este estudo?
Inicialmente porque sou obeso. Sou oriundo de uma família com tendencia à obesidade, meus avós paterno e materno e todos os meus tios paternos morreram de doenças e eventos cardiovasculares, meu pai está a beira de uma cirurgia cardíaca ou seja; uma família com tendencia à síndrome metabólica. Se criassemos uma enquete na internet questionando se as pessoas gostariam de viver mais 50 anos, com certeza a maioria dos jovens diria que sim. A medicina de hoje permite este tipo de sonho, e talvez alguns que estejam lendo este blog possam viver até 150 anos de idade. O que acontecerá se as pessoas prolongarem a duração da sua vida com obesidade ? Obesidade é um dos fatores mais agressivos e perniciosos da humanidade que afeta gravemente a qualidade de vida futura; As consequencias da obesidade como doenças cardiovasculares respondem pela maiorida das doenças incluindo canceres (28). Se não mudarmos o estilo de vida , a obesidade poderá se tornar a maior praga apocalípitica de todos os tempos. Depois de ter chegado ao Brasil insidiosamente e progressivamente tomando espaçõ e tomado lugar de sua irmão mais velha a desnutrição de baixo peso, a obesidade se tornou uma espécie de possessão diabólica que não quer ir embora. Esta restrospectiva que fiz inicia uma série de reflexões que farei sobre cenários futuros e o futuro da futurologia. Desejo ilustrar a necessidade de uma mudança de mente rápida (metanóia) antes que apresente geração se vá, e as próximas gerações se lamentem pelo o que plantamos. Minha reflexão portanto se dirige incialmente à pais, educadores , profissionais de saúde , profissionais de mídia e finalmente qualquer pessoa que se preocupe com seu futuro e dos seus filhos.
“Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Epístola de São Paulo aos Gálatas 6:7).


Alguns fatos:
“A alimentação é uma necessidade fisiológica básica, um direito humano e um ato sujeito a tabus culturais, crenças e diferenças no âmbito social, étnico, filosófico, religioso e regional. O ato de alimentar-se incorpora tanto a satisfação das necessidades do organismo quanto se configura como uma forma de agregar pessoas e unir costumes, representado assim um ótimo método de socialização. Mezomo (2002) define hábitos alimentares como os atos concebidos pelos indivíduos em que há seleção, utilização e consumo de alimentos disponíveis.”
FRANÇA, F.C.O1.; MENDES, A.C.R. 2; ANDRADE, I.S1.; RIBEIRO, G.S1.; PINHEIRO, I.B1.
1Bacharelandas em Nutrição – UNEB; 2Professora assistente - UNEB.
(...)Os hábitos do brasileiro têm sido redefinidos a partir do surgimento da indústria alimentar e marcados pelo consumo excessivo de produtos processados, em detrimento de produtos regionais com tradição cultural, principalmente nos grandes centros urbanos, onde o fast food predomina, tendo como contrapartida, o movimento slow food, que conjuga prazer e regionalidade no hábito alimentar.(...)Tatiana Elias PontesI; Thalita Feitosa CostaI; Annete Bressan R. F. MarumII; Anne Lise D. BrasilIII; José Augusto de A. C. TaddeiIV IGraduandas em Medicina pela Unifesp-EPM, São Paulo, SP, Brasil IIMestre em Nutrição pela Unifesp-EPM, São Paulo, SP, Brasil  IIIDoutora em Pediatria, médica assistente da Disciplina de Nutrologia do Departamento de Pediatria da Unifesp-EPM, São Paulo, SP, Brasil IVProfessor-associado da Disciplina de Nutrologia do Departamento de Pediatria da Unifesp-EPM, São Paulo, SP, Brasil


Como ultrassonografista e cirurgião por mais de 20 anos eu assisti de camarote VIP o surgimento e o aumento progressivo da esteatose hepática como sinais de doenças hepáticas não alcoólicas. Este fato está intimimente relacionado à síndrome metabólica (29) e aumento do peso e da circunferencia abdominal (27). O aumento de peso é um fator predisponente e mantenedor enquanto o controle do aumento de peso é uma das armas mais importantes para enfrentar esta condição conforme um estudo da ABESO. (27). Decidi publicar um pequeno resumo que fiz para meu crescimento pessoal, compartilhando-o via internet para que outros também possam refletir sobre sua condição pessoal e quem sabe motivando profissionais e estudantes de saúde a uma ação de mudança.


Estudos retrospectivos demonstram que a obesidade já deixou de ser uma doença de paises desenvolvidos e passou a ser de países em desenvolvimento dentre os quais figura o Brasil. (...) torna-se importante salientar a necessidade de desconstruir a idéia da obesidade “enquanto uma enfermidade própria dos países desenvolvidos ou de grupos de maior renda” (...) (3)
A partir dos relatórios da OMS em especial do ultimo censo, o Brasil entrou no grupo de paises marcados pela Obesidade. (13) (14) (15) (16). A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), feita em 2011 pelo Ministério da Saúde, revelou que a proporção de obesos subiu de 11,4% para 15,8% entre 2006 e 2011 (1)
No perfil qualitativo da obesidade no Brasil, a obesidade infantil (5) (17) já é uma realidade que chama a atenção e que sem atuação importante de politicas publicas (11)(13)(14) e com certeza afetará a tendência brasileira da obesidade e sua morbimortalidade em médio e curto prazo (5).(6)(7)
Estudos apontam que esta tendencia do quadro de obesidade no Brasil poderá se aproximar aos EUA até 2020. (4)(5)(19)(7) .
O problema infanto-juvenil.
A obesidade infantil/adolescente reflete intimamente as mudanças nos padrões de consumo da população que ocorreram no Brasil nas três ultimas décadas (12)(8). Um dos fatores muito importantes na mudança do consumo dos Brasileiros foram a introdução dos fast food (10)(7)(9) no mercado Brasileiro que ajudou a introduzir/popularizar alimentos de “alto valor calórico” e baixo valor de micronutrientes (12).
Estes padrões de consumo inadequados irão gerar uma aumento do custo social ao afetando o aumento do padrão de obesidade / morbimortalidade na vida adulta (6) decorrentes de doenças cronicas não transmissíveis.
O custo social:
Em pesquisa da A pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) atualmente já custa quase meio bilhão (1) aos cofres públicos por ano. Segundo a OMS 10 milhoes de pessoas deverão morrer de doenças cronicas no Brasil dentre os quais diabetes tera aumento de 82 %. O estudo mostra que o aumento de massa corporal vai responder por este aumento de morbidade. A previsão oficial é que 67% dos homens terão sobrepeso e 74% das mulheres terão sobrepeso em 2015. Os impactos economicos decorrentes serão a perda de pelo pelo menos 49 bilhoes de dolares de arrecadação devido a “doenças cardiacas,Acidentes vasculares e diabetes”.(16)
O Ministro Padilha afirma durante o relato da pesquida da UNB que (2)(...)“A obesidade é um fator de risco para a saúde e tem forte relação com altos níveis de gordura e açúcar no sangue, excesso de colesterol e casos de pré-diabetes. “Este é o momento de o Brasil agir em todas as áreas, prevenção e tratamento, atuando com todas as faixas etárias e classes sociais, com um esforço pra quem tem obesidade grave”, ressaltou o ministro, durante a apresentação da pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), que rastreou os gastos com obesidade no SUS”.(...)
Estudos sugeriam já em 2002 a 2003 no censo que (..)que confirma a tendência do aumento do excesso de peso no país. (...)(3)
Uma pesquisa demonstra que (..)Os hábitos do brasileiro têm sido redefinidos a partir do surgimento da indústria alimentar e marcados pelo consumo excessivo de produtos processados, em detrimento de produtos regionais com tradição cultural, principalmente nos grandes centros urbanos, onde o fast food predomina(...)
A pesquisa “AVALIAÇÃO DE IMPACTO DOS HÁBITOS ALIMENTARES NA PREDISPOSIÇÃO À OBESIDADE INFANTIL” (22) e (23) (que mostra a importancia da propaganda na criação de padrões de consumo em crianças) afirma que (...) a propaganda agrada às emoções, não ao intelecto, afetando mais profundamente crianças que adultos; o falso conceito de alimento como algo que dê poder é perigoso por permitir que as indústrias alimentícias explorem a vulnerabilidade das crianças(4).(...) e ainda (...) O impacto da mídia sobre o desenvolvimento infantil é um tema mais atual do que nunca.(...) (...). Nesse contexto, crianças e adolescentes são, quase que constantemente, instigados a olhar e a perceber o mundo a partir da visão proposta pelos meios de comunicação.(...)(...) Um sem-número de pesquisas aponta para os potenciais efeitos danosos da mídia – por exemplo, enquanto fator de estímulo a comportamentos violentos e discriminatórios, a uma prática sexual pouco responsável e ao consumismo entre as crianças.(...)(24).
Uma resposta do governo atual ( Março de 2013)
O governo brasileiro finalmente esboçou ainda que tardiamente uma resposta a essa epidemia mundial. A Portaria do Ministério da Saúde, publicada hoje (20) no Diário Oficial da União, redefine as diretrizes para a prevenção e o tratamento do sobrepeso e da obesidade como linha de cuidado prioritária da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas.
A portaria nova do ministerio demonstra a preocupação do governo com a obesidade juvenil ao baixar a idade para o tratamento cirugico para 16 anos. “II. Respeitar os limites clínicos de acordo a idade. Nos jovens entre 16 e 18 anos, poderá ser indicado o tratamento cirúrgico naqueles que apresentarem o escore-z maior que +4 na análise do IMC por idade, porém o tratamento cirúrgico não deve ser realizado antes da consolidação das epífises de crescimento”.
O governo atual ( 2013) já “(...) investe também em ações preventivas para evitar a obesidade em crianças e adolescentes, como o Programa Saúde na Escola (PSE), que este ano está aberto a todos os municípios e passa a atender creches e pré-escolas. Para 2013, está previsto o investimento de R$ 175 milhões. Outra medida é a parceria do ministério com Federação Nacional de Escolas Particulares para distribuição de 18 mil Manuais das Cantinas Escolares Saudáveis como incentivo a lanches menos calóricos e mais nutritivos.(...)”
Isso demonstra apenas que já se tem um preocupação concreta com o fato. A questão é como as preocupações podem se concretizar em ações.
Qual será nossa resposta a este futuro ?
O estatuto do menor e do adolescente afirma em seu “Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.”
Nossos filhos e filhas dependem muito da posição que nossa geração irá escolher. Eles nos imitam. Esperam de nós.

“A alimentação é uma necessidade fisiológica básica, um direito humano e um ato sujeito a tabus culturais, crenças e diferenças no âmbito social, étnico, filosófico, religioso e regional. O ato de alimentar-se incorpora tanto a satisfação das necessidades do organismo quanto se configura como uma forma de agregar pessoas e unir costumes, representado assim um ótimo método de socialização. Mezomo (2002) define hábitos alimentares como os atos concebidos pelos indivíduos em que há seleção, utilização e consumo de alimentos disponíveis.”
FRANÇA, F.C.O1.; MENDES, A.C.R. 2; ANDRADE, I.S1.; RIBEIRO, G.S1.; PINHEIRO, I.B1.
1Bacharelandas em Nutrição – UNEB; 2Professora assistente - UNEB.




Bibliografia resumo:
O custo (financeiro):
1 http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-03-19/doencas-associadas-obesidade-custam-quase-meio-bilhao-de-reais-por-ano-ao-sus
Doenças associadas à obesidade custam quase meio bilhão de reais por ano ao SUS
19/03/2013 - 13h13 Saúde Aline Leal Repórter da Agência Brasil 19/03/2013 - 13h13
Repórter da Agência Brasil
Brasília – As doenças relacionadas à obesidade custam R$ 488 milhões todos os anos aos cofres públicos, informou hoje (19) o Ministério da Saúde. Dados divulgados pela pasta indicam que 25% desse valor destinam-se a pacientes com obesidade mórbida, que, segundo o ministro Alexandre Padilha, custam cerca de 60 vezes mais do que uma pessoa obesa sem gravidade.
A pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) que apontou esses valores considerou dados de internação e de atendimento de média e alta complexidades relacionados ao tratamento da obesidade e de outras 26 doenças relacionadas, como alguns tipos de câncer, isquemias cardíacas e diabetes.
A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), feita em 2011 pelo Ministério da Saúde, revelou que a proporção de obesos subiu de 11,4% para 15,8% entre 2006 e 2011.
2- http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/9905/162/doencas-associadas-a-obesidade-custam-meio-bilhao-de-reais.html
Data de Cadastro: 19/03/2013 as 15:02:02 alterado em 22/03/2013 as 17:39:20
PREVENÇÃO E TRATAMENTO
Doenças ligadas à obesidade custam R$ 488 milhões
Pesquisa revela o gasto para atender patologias relacionadas ao excesso de peso. Ministério da Saúde lança linha de cuidados para prevenção e tratamento do sobrepeso e obesidade.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou nesta terça-feira (19) portar
Assessoria de Imprensa
(61) 3315-3580/6261/3533
Ainda na discussão do custo a agencia oficial faz menção a declaração do ministro Padilha:
“A obesidade é um fator de risco para a saúde e tem forte relação com altos níveis de gordura e açúcar no sangue, excesso de colesterol e casos de pré-diabetes. “Este é o momento de o Brasil agir em todas as áreas, prevenção e tratamento, atuando com todas as faixas etárias e classes sociais, com um esforço pra quem tem obesidade grave”, ressaltou o ministro, durante a apresentação da pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), que rastreou os gastos com obesidade no SUS”.


A projeção da obesidade ate 2020:
Os dados estatísticos já demonstravam tendencia no aumento da prevalencia da obesidade na população.
A ENSP Liberou um estudo antes dos dados do ultimo censo.
3- http://www.ensp.unl.pt/dispositivos-de-apoio/cdi/cdi/sector-de-publicacoes/revista/2000-2008/pdfs/2-06-2006.pdf
Obesidade no Brasil: tendências atuais VANESSA ALVES FERREIRA, ROSANA MAGALHÃES
Vanessa Alves Ferreira é mestre em Saúde Pública na Escola Nacional de Saúde Pública — Fundação Oswaldo Cruz, membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade — Obeso/ SP/Brasil, professora assistente do departamento de Nutrição — Centro de Ciências da Saúde — Faculdades Federais Integradas de Diamantina. MG. BRASIL. Rosana Magalhães é doutora em Saúde Pública no Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro — IMS/UERJ e pesquisadora associada na Escola Nacional de Saúde Pública — Fundação Oswaldo Cruz
no que diz respeito aos distúrbios nutricionais no Brasil o maior problema hoje enfrentado pela população pobre não miserável no país é a obesidade feminina (Mondini e Monteiro, 1998).
(...)Frente aos resultados apresentados torna-se importante salientar a necessidade de desconstruir a idéia da obesidade enquanto uma enfermidade própria dos países desenvolvidos ou de grupos de maior renda.(...)
(...) O crescimento da obesidade na pobreza é também observado nos países em desenvolvimento. Em países latino-americanos e do Caribe a obesidade assume tamanha magnitude que passou a ser tema prioritário de saúde pública(...)
Ressaltamos que o presente artigo diz respeito a análise dos autores a partir da revisão da bibliografia disponível. Sugerimos, portanto, que para um maior aprofundamento do tema sejam utilizadas as referências bibliográficas na íntegra. Importante salientar que mais recentemente foi realizado novo inquérito alimentar de abrangência nacional — a Pesquisa de
Orçamentos Familiares 2002-2003 (POF, 2002-2003) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ministério da Saúde no Brasil (MS) que confirma a tendência do aumento do excesso de peso no país. Contudo, os dados estão em fase de divulga ção para posterior análise. O que justifica a sua não inclusão neste trabalho
Após o CENSO e os estudos cruzados com as estatisticas da OMS (WHO) chegou-se a conclusão desta projeção.
4- http://www.diariodafranca.com.br/conteudo/noticia.php?noticia=29908&categoria=10
Segundo IBGE, obesidade no Brasil aumenta e pode ultrapassar EUA
Nos últimos 35 anos, o Brasil passou por uma impressionante transformação. Desde 1974, quando foi feita a primeira pesquisa familiar que registrou peso e altura dos entrevistados, a população tornou-se mais alta. O déficit de altura entre crianças declinou da faixa dos 30% para menos de 10%. Nesse mesmo período, o brasileiro ganhou peso.
Começa a preocupação. O déficit de peso atinge hoje menos de 5% da população - o que é um indicador social positivo da maior relevância. Mas o excesso (ou sobrepeso, como preferem dizer os médicos) e a obesidade explodiram.
5- http://www.cadernor.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=229&Itemid=41
Brasil pode alcançar EUA em obesidade infantil
F ILHOS
AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES BRASILEIROS ESTÃO CHEGANDO PERTO DOS AMERICANOS DA SUA FAIXA ETÁRIA EM ÍNDICES DE OBESIDADE E, SE NÃO SE CUIDAREM, PODERÃO SE TORNAR OS NOVOS GORDINHOS DO SÉCULO 21, INDICA UM ESTUDO INÉDITO DE PESQUISADORAS DA UERJ (UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO).
O trabalho do Departamento de Medicina Integral, Familiar e Comunitária da Uerj analisou 260 alunos de 10 a 19 anos de uma escola pública no Rio de Janeiro e verificou que 15,6% estavam acima do peso recomendado para a sua faixa etária e 11,7% já poderiam ser consideradas obesos. Nos Estados Unidos, 17% estão nessa situação, embora essa categoria não seja adotada.
"Em uma geração, essa situação já pode estar muito parecida com a dos Estados Unidos", afirma a médica de família Débora Teixeira, uma das autoras do estudo. "Nossos padrões alimentares copiam muito o dos americanos: muito açúcar, muito carboidrato."

6- http://www.abeso.org.br/pdf/Obesidade%20no%20Brasil%20VIGITEL%202009%20POF2008_09%20%20II.pdf
Os Números da Obesidade no Brasil: VIGITEL 2009 e POF 2008-2009
Maria Edna de Melo
(...)A POF 2008-2009 mostra um aumento contínuo de excesso de peso e obesidade
na população com mais de 20 anos de idade ao longo de 35 anos. O excesso de peso
quase triplicou entre homens, de 18,5% em 1974-75 para 50,1% em 2008-09. Nas
mulheres, o aumento foi menor: de 28,7% para 48%. Já a obesidade cresceu mais de
quatro vezes entre os homens, de 2,8% para 12,4% (1/4 dos casos de excesso) e mais de
duas vezes entre as mulheres, de 8% para 16,9% (1/3 dos casos de excesso). Por outro
lado, o déficit de peso segue em declínio, regredindo de 8% em 1974-75 para 1,8% entre
os homens e de 11,8% para 3,6% entre as mulheres, em todos os estratos de renda (Figura
7).(...)

Analise qualitativa da obesidade:
7- http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/02/080219_obesidade_cg.shtml
Atualizado às: 29 de fevereiro, 2008 - 08h52 GMT (05h52 Brasília)
Brasil pode alcançar EUA em obesidade infantil, indica estudo
Carolina Glycerio Da BBC Brasil em São Paulo
O trabalho do Departamento de Medicina Integral, Familiar e Comunitária da Uerj
"Em uma geração, essa situação já pode estar muito parecida com a dos Estados Unidos", afirma a médica de família Débora Teixeira, uma das autoras do estudo. "Nossos padrões alimentares copiam muito o dos americanos: muito açúcar, muito carboidrato."
(...)O endocrinologista Walmir Coutinho, presidente da Federação Latino-Americana de Sociedades de Obesidade, ressalta que, embora o Brasil esteja atrás dos Estados Unidos, o problema tem piorado tanto que, se nada for feito, o país pode caminhar para uma situação "até mais grave" do que a americana.
"Nós ainda estamos passando por uma mudança, com aumento do acesso a TV, automóvel e telefone. Nos Estados Unidos, eles já passaram por isso há 40 anos."
Jacobson também vê o risco de o Brasil seguir o caminho dos seus compatriotas. "Há semelhanças: as crianças estão mais urbanas, há menos oportunidades para atividades físicas, o fast-food está se disseminando", diz o pediatra, que já fez diversas palestras sobre o assunto no Brasil.
Uma criança obesa não só tem mais chances de se tornar um adulto obeso como aumenta as suas chances de desenvolver doenças como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos.
"É muito assustador porque a quantidade de pessoas que têm já problema de pressão, obesidade, diabetes é muito grande", afirma a médica Maria Inez Padula Anderson, da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e uma das autoras do estudo.
"Isso (o estudo) faz a gente imaginar que a criança vai estar na mesma situação em uma idade anterior", acrescenta.(...)
Além dos problemas físicos, a criança tende a enfrentar problemas de auto-estima que podem dificultar os seus relacionamentos e aprendizado escolar, acrescenta Débora Teixeira.



8- http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-311X2012000300004&script=sci_arttext
Cadernos de Saúde Pública Print version ISSN 0102-311X
Cad. Saúde Pública vol.28 no.3 Rio de Janeiro Mar. 2012
http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2012000300004
ARTIGO ARTICLE Distribuição de obesidade geral e abdominal em adultos de uma cidade no Sul do Brasil
Distribution of general and abdominal obesity in adults in a city in southern Brazil
Rogério da Silva LinharesI; Bernardo Lessa HortaI; Denise Petrucci GiganteII; Juvenal Soares Dias-da-CostaIII; Maria Teresa Anselmo OlintoIII
IFaculdade de Medicina, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, Brasil
IIFaculdade de Nutrição, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, Brasil
IIIPrograma de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, Brasil
(...)As prevalências de obesidade geral e abdominal provavelmente sofreram influências de ordem sociopolíticas e econômicas de 1994 a 2010. Vale lembrar que, no Brasil, a economia na década de 90 foi marcada pelas privatizações e redução do papel do Estado, em 1994 foi implantado o Plano Real que levou à estabilização da economia e abertura do mercado nacional à competição internacional, aumentando a concorrência e a qualidade dos produtos nacionais, assim como a elevação do rendimento médio dos brasileiros.(...)
(...) Finalmente, a comparação dos estudos demonstra a preocupante mudança na prevalência de um importante fator de risco para as doenças crônicas não transmissíveis. O estudo confirma, concordando com a literatura, uma diferença na distribuição de gordura não apenas em relação ao sexo, mas com determinação socioeconômica. Sugere-se que sejam realizados mais trabalhos para investigar essa interação entre estilo de vida e distribuição de gordura corporal.(...)

Os maus hábitos alimenmtaresa e sua relação com a tendencia de obesidade:
9- http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=maioria-dos-jovens-tem-maus-habitos-alimentares&id=3223
14/04/2008
Maioria dos jovens tem maus hábitos alimentares
Renato Sanchez - Agência USP
(...) Consumo de frutas
Para a nutricionista, os dados revelados pelo estudo são alarmantes. "Entre os entrevistados, 60% declaram não consumir nenhuma fruta no dia anterior à entrevista. É algo preocupante", alerta.
De acordo com Samantha, o dado preocupa porque a adolescência é a época onde se formam os costumes e hábitos da vida adulta. Em relação à alimentação, segundo ela, isso não é diferente. "Nossa intenção agora é refazer o procedimento com os mesmos adolescentes, alguns já adultos, para verificar a evolução desse processo", avisa.(...)


Um relato mais antigo já alertava para o risco dos Fast Food pela presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia Pediátrica
10 http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2008-11-27/criancas-brasileiras-passam-sofrer-mais-com-obesidade-do-que-com-desnutricao
Crianças brasileiras passam a sofrer mais com obesidade do que com desnutrição 27/11/2008 - 5h00 Saúde
Luciana Lima Repórter da Agência Brasil
(...) Crianças brasileiras passam a sofrer mais com obesidade do que com desnutrição
 Entre os fatores de risco estão a obesidade, o sedentarismo, a pressão alta, a alteração das taxas de colesterol e triglicérides. “Isso vem dos fast foods, da vida na frente da televisão ou do computador, ou seja, da não orientação adequada das crianças”, destacou a presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia Pediátrica e diretora do Departamento de Cardiologia Pediátrica do Hospital do Coração de São Paulo, Ieda Jatene, que defende o mapeamento mais detalhado dos fatores de risco no Brasil. (...)
As tendencias da obesidade:
11- http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-790X2011000500008&script=sci_arttext
Revista Brasileira de Epidemiologia Print version ISSN 1415-790X
Rev. bras. epidemiol. vol.14 supl.1 São Paulo Sept. 2011 http://dx.doi.org/10.1590/S1415-790X2011000500008
ARTIGOS
O risco de incidência e persistência da obesidade entre adultos Brasileiros segundo seu estado nutricional ao final da adolescência
Wolney Lisboa CondeI; Camila BorgesII IDepartamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP); Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP - São Paulo (SP), Brasil IIDepartamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP - São Paulo (SP), Brasil
(...)As principais tendências observadas neste estudo indicam que a incidência da obesidade é mais frequente em homens e nos adultos mais jovens. Entre mulheres, a escolarização funciona como uma barreira à incidência ou persistência da obesidade.
Essas características, quando associadas à forte expansão da obesidade entre adultos jovens, detectada em outros estudos, apontam a urgência da utilização de políticas públicas mais incisivas e efetivas, as quais promovam a redução da exposição da população à alimentação desbalanceada ou de má qualidade nutricional e ações ou programas voltados para o aumento da atividade física. Adicionalmente, é importante que se comece a monitorar a evolução do peso corporal em indivíduos dos grupos mais jovens ao longo de sua passagem por aparelhos sociais como, por exemplo, escolas e unidades de saúde.(...)

A importancia da mudança nos habitos alimentares e discutida no relatorio ESTUDO DE CASO BRASIL A INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO NOS PLANOS DE DESENVOLVIMENTO NACIONAL PARA O ALCANCE DAS METAS DO MILÊNIO NO CONTEXTO DO DIREITO HUMANO À ALIMENTAÇÃO ADEQUADA:
12-http://dtr2001.saude.gov.br/editora/produtos/livros/pdf/05_0221_M.pdf
ESTUDO DE CASO BRASIL A INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO NOS PLANOS DE DESENVOLVIMENTO NACIONAL PARA O ALCANCE DAS METAS DO MILÊNIO NO CONTEXTO DO DIREITO HUMANO À ALIMENTAÇÃO ADEQUADA Série G. Estatísticas e Informação em Saúde Brasília – DF 2005
Elaboração, distribuição e informações: MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção à Saúde
Departamento de Atenção Básica Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição
(...)Transformações importantes no padrão de vida e consumo vêm indicando tendência a comportamentos de risco, tais como redução na atividade física, diminuição do tempo destinado ao lazer e modificações de hábitos alimentares, que potencializam as chances de incidência de problemas, como obesidade, doenças cardiovasculares e outros (Burlandy & Anjos, 2001;Monteiro et al., 1995). As mudanças no perfil do ). As mudanças no perfil do consumo alimentar são, por sua vez, diferenciadas de acordo com a região do País (Monteiro et al., 2000).(...)
Foi dada importancia na deficiencia de micronutrientes:
(...)Os últimos dados de âmbito nacional sobre a situação nutricional da população brasileira datam de 2002-2003 (Pesquisa de Orçamento Familiar,2004), que incluiu aferição de dados antropométricos em adultos. A atualização das informações sobre deficiência de micronutrientes, bem como do estado nutricional de crianças, está prevista para o ano de 2005.(...)
Todas as bases estatisticas destas projeções decorrem de dados coletados do ultimo censo.
13-http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/pof/2008_2009_encaa/pof_20082009_encaa.pdf
Antropometria e estado nutriocional de crianças adolescentes e adultos no Brasil.
(...)Gráfico 6 - Curvas de evolução do peso mediano de crianças até 9 anos de idade, em comparação com o padrão antropométrico da Organização Mundial da Saúde - OMS, por sexo e situação do domicílio, segundo a idade Brasil - período 2008-2009 (...)
Fontes: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa de Orçamentos Familiares
2008-2009; World Health Organization. _______________
(...)A identificação dessas diferenças para mais, em relação ao padrão esperado para
a evolução do peso, quando combinadas com as informações relativas ao padrão de
crescimento das crianças brasileiras, apresenta uma realidade que aponta na direção
de índices de excesso de peso nas crianças brasileiras. Vale ressaltar que a realidade
da evolução dos pesos medianos das crianças brasileiras sugere então uma atenção
especial com a alimentação nesta faixa etária.
Aqui segue em forma de nota oficial do ibge:
14- http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=1699
Comunicação Social 27 de Agosto de 2010 © 2012 IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
POF 2008-2009: desnutrição cai e peso das crianças brasileiras ultrapassa padrão internacional
O peso dos brasileiros vem aumentando nos últimos anos. Em 2009, uma em cada três crianças de 5 a 9 anos estava acima do peso recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Já o déficit de altura (importante indicador de desnutrição) caiu de 29,3% (1974-75) em para 7,2% (2008-09) entre meninos e de 26,7% para 6,3% nas meninas, mas se sobressaiu no meio rural da região Norte: 16% dos meninos e 13,5% das meninas. A parcela dos meninos e rapazes de 10 a 19 anos de idade com excesso de peso passou de 3,7% (1974-75) para 21,7% (2008-09), já entre as meninas e moças o crescimento do excesso de peso foi de 7,6% para 19,4%. Também o excesso de peso em homens adultos saltou de 18,5% para 50,1% e ultrapassou, em 2008-09, o das mulheres, que foi de 28,7% para 48%. Nesse panorama, destaca-se a Região Sul (56,8% de homens, 51,6% de mulheres), que também apresenta os maiores percentuais de obesidade: 15,9% e homens e 19,6% de mulheres. O excesso de peso foi mais evidente nos homens com maior rendimento (61,8%) e variou pouco para as mulheres (45-49%) em todas as faixas de renda. Os resultados são da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde(...)
Aqui as bases estatisticas da OMS (WHO).
15 http://www.who.int/bulletin/volumes/82/12/940.pdf
Obesidade se tornou doença de paises em desenvolvimento. Relatório da OMS.
16 http://www.who.int/chp/chronic_disease_report/media/brazil.pdf
impacto das doenças no Brasil (obesidade relatorio da WHO)
No Brasil as mortes por doenças cronicas são projetas em 72%. Afirma que 10 milhoes deverão morrer de doenças cronicas no Brasil dentre os quais diabetes tera aumento de 82 %. O estudo mostra que o aumento de massa corporal vai responder por este aumento de morbidade.A previsão oficial é que 67% dos homens terão sobrepeso e 74% das mulheres terão sobrepeso em 2015.
Os impactos economicos decorrentes serão a perda de pelo pelo menos 49 bilhoes de dolares de renda bruta nacional nos próximos 10 anos devido a “doenças cardiacas,Acidentes vasculares e diabetes.
17 http://www.bibliomed.com.br/news/index/8024/browse/
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(...)Em 2010, 43 milhões de crianças (35 milhões nos países em desenvolvimento) estavam em sobrepeso e obesos, 92 milhões estavam em risco de sobrepeso. A prevalência mundial de sobrepeso e obesidade infantil aumentou de 4,2% (IC 95% 3,2% a 5,2%) em 1990 para 6,7% (IC 95% 5,6% a 7,7%) em 2010. Esta tendência deve chegar a 9,1% (IC 95% 7,3% a 10,9%), ou 60 milhões, em 2020.(...)
18 http://www.abeso.org.br/reportagens/excesso_peso_pode_comprometer_fertilidade.htm
Excesso de Peso Pode Comprometer Fertilidade
O Dr. Joji Ueno O Dr. Márcio Mancini, presidente do XII Congresso da ABESO,
http://www.abeso.org.br/pagina/345/14%C2%BA-congresso-brasileiro-de-obesidade-e-sindrome-metabolica.shtml
(...)No Brasil, alguns fatores estão diminuindo a taxa de fecundidade da população. Dentre eles, está a obesidade.
O Dr. Joji Ueno, ginecologista-obstetra e especialista em reprodução humana, afirmou em entrevista ao Portal Terra que alguns dos principais fatores para a diminuição da fertilidade são o aumento de peso; o abuso de álcool e drogas; a prática de sexo sem preservativos; e o estresse.
"A obesidade e o sobrepeso também contribuem para uma baixa na taxa de fertilidade, pois provocam alterações e distúrbios nos processos de ovulação e uma diminuição do número de espermatozóides", afirma o Dr. Ueno.)(...)
Em Portugal já existe repercussão destes estudos:
19 http://www.portugues.rfi.fr/ciencias/20110210-em-10-anos-brasil-tera-tantos-obesos-quanto-eua
A RFI é uma rádio pública que transmite programas para o mundo todo.
Em 10 anos Brasil terá tantos obesos quanto EUA Elcio Ramalho (..)No país,(Brasil) uma pesquisa publicada em agosto do ano passado pelo IBGE indicaque o excesso de peso atinge 48% das mulheres e 50,1% dos homens acima dos 20 anos de idade. Se o Brasil mantiver o ritmo de crescimento do número de pessoas acima do peso, em dez anos elas serão 30% da população, padrão similar ao encontrado nos Estados Unidos. O índice de obesos no Brasil já passa de 13%.(...)
A resposta do governo federal ( Ministério da saúde) demonstra o conhecimento das autoridades em relação à esta epidemia mundial que afeta o Brasil.
20 http://www.conass.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2179&catid=6&Itemid=14
PORTARIA N. 424, DE 19 DE MARÇO DE 2013
Redefine as diretrizes para a organização da prevenção e do tratamento do sobrepeso e obesidade como linha de cuidado prioritária da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas.
21 http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-03-20/saude-publica-novas-diretrizes-para-tratamento-da-obesidade
20/03/2013 - 10h45
Resposta do Ministerio da Saúde Paula LaboissièreRepórter da Agência Brasil
Brasília – Portaria do Ministério da Saúde, publicada hoje (20) no Diário Oficial da União, redefine as diretrizes para a prevenção e o tratamento do sobrepeso e da obesidade como linha de cuidado prioritária da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas.
 documento, que cria a Linha de Cuidados Prioritários do Sobrepeso e da Obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS), foi assinado ontem (19) pelo ministro Alexandre Padilha.
A nova linha define como será o cuidado, desde a orientação e o apoio à mudança de hábitos até os critérios rigorosos para a realização da cirurgia bariátrica, considerada pela pasta como último recurso para obter a perda de peso.
A portaria prevê atividades dentro da atenção básica para o cuidado do excesso de peso e de outros fatores de risco associados ao sobrepeso e à obesidade, além do atendimento em serviços especializados. A atenção básica deverá oferecer diferentes tipos de tratamentos e acompanhamentos ao usuário, incluindo atendimento psicológico.
Segundo o ministério, a pessoa com sobrepeso ou com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 25 poderá, por exemplo, ser encaminhada a um polo da academia da saúde para a realização de atividades físicas e a um Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) para receber orientações sobre alimentação saudável e balanceada.
A publicação também reduz de 18 para 16 anos a idade mínima para realizar a cirurgia bariátrica, em casos em que há risco ao paciente. Segundo o governo, a iniciativa foi tomada com base em estudos que apontam o aumento crescente da obesidade entre adolescentes.
A idade máxima para passar pela cirurgia, que até então era 65 anos, também foi alterada. Com a portaria, o fator determinante não será mais a idade, e sim a avaliação clínica (risco-benefício).
Edição: Graça Adjuto
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22 AVALIAÇÃO DE IMPACTO DOS HÁBITOS ALIMENTARES NA PREDISPOSIÇÃO À OBESIDADE INFANTIL
http://www.escoladegoverno.pr.gov.br/arquivos/File/formulacao_e_gestao_de_politicas_publicas_no_parana/volume_II/capitulo_5_saude/5_2.pdf
AVALIAÇÃO DE IMPACTO DOS HÁBITOS ALIMENTARES NA
PREDISPOSIÇÃO À OBESIDADE INFANTIL Cleuza Maria Dias Martins - UEPG
Mary Ângela Teixeira Brandalise – UEPG
23 http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-05822009000100015&script=sci_arttext
4. Linn S, editor. Crianças do consumo: a infância roubada. São Paulo: Instituto Alana; 2006.         [ Links ]

24 http://www.conselhodacrianca.al.gov.br/sala-de-imprensa/publicacoes/Livro_Infancia-consumo.pdf#page=48
Infância & Consumo:estudos no campo da comunicação Brasília, 2009
ANDI – Agência de Notícias dos Direitos da Infância
Presidente:Oscar Vilhena Vieira Vice-Presidente: Geraldinho Vieira Secretário Executivo: Veet Vivart
(...) O impacto da mídia sobre o desenvolvimento infantil é um tema mais atual do que nunca. Crescem vertiginosamente o volume e a velocidade de informações em circulação, ao mesmo tempo em que se multiplicam os canais de acesso a esses diferentes conteúdos. Nesse contexto, crianças e adolescentes são, quase que constantemente, instigados a olhar e a perceber o mundo a partir da visão proposta pelos meios de comunicação.
Essa forte presença da mídia na vida social e cultural é uma característica central dos nossos tempos. Em tal medida, não pode ser relegada a segundo plano no âmbito das políticas públicas – seja no que se refere ao estímulo à produção de conteúdos de qualidade, seja na adoção de medidas que visam proteger crianças e adolescentes dos impactos nocivos do material veiculado. Infelizmente, o quadro brasileiro registra um grave déficit em relação a ambos os aspectos – de maneira geral, resultante da histórica omissão do poder público e da resistência das empresas do setor quanto à adoção de marcos regulatórios adequados
Um sem-número de pesquisas aponta para os potenciais efeitos danosos da mídia – por exemplo, enquanto fator de estímulo a comportamentos violentos e discriminatórios, a uma prática sexual pouco responsável e ao consumismo entre as crianças. Em contrapartida, grande número de investigadores também vem coletando evidências sobre o relevante papel que os meios de comunicação podem desempenhar em um processo de formação cidadã de garotas e garoto.(...)

25 http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S0101-31062008000100006&script=sci_arttext
A infância roubada: uma reflexão sobre a clínica contemporânea*The stolen childhood: reflections on the contemporary clinic
versão impressa ISSN 0101-3106 Ide (São Paulo) v.31 n.146 São Paulo jun. 2008
EM PAUTA – CULTURA A infância roubada: uma reflexão sobre a clínica contemporânea* The stolen childhood: reflections on the contemporary clinic
Myrna Pia Favilli**; Bernardo Tanis***; Maria Celina Anhaia Mello****
















26 http://www2.uefs.br:8081/cer/wp-content/uploads/FRANCA_Fabiana.pdf
Orientação nutricional de crianças e adolescentes e os novos padrões de consumo: propagandas, embalagens e rótulos
Nutritional guidance for children and adolescents and the new consumption patterns: advertising, packaging and labeling
 Tatiana Elias PontesI; Thalita Feitosa CostaI; Annete Bressan R. F. MarumII; Anne Lise D. BrasilIII; José Augusto de A. C. TaddeiIV
IGraduandas em Medicina pela Unifesp-EPM, São Paulo, SP, Brasil IIMestre em Nutrição pela Unifesp-EPM, São Paulo, SP, Brasil
IIIDoutora em Pediatria, médica assistente da Disciplina de Nutrologia do Departamento de Pediatria da Unifesp-EPM, São Paulo, SP, Brasil IVProfessor-associado da Disciplina de Nutrologia do Departamento de Pediatria da Unifesp-EPM, São Paulo, SP, Brasil
(...)Os hábitos do brasileiro têm sido redefinidos a partir do surgimento da indústria alimentar e marcados pelo consumo excessivo de produtos processados, em detrimento de produtos regionais com tradição cultural, principalmente nos grandes centros urbanos, onde o fast food predomina, tendo como contrapartida, o movimento slow food, que conjuga prazer e regionalidade no hábito alimentar. Esta revisão tem como objetivo retratar o histórico da alimentação no Brasil, identificando e avaliando o impacto das mudanças alimentares provocadas pelo binômio urbanização/industrialização sobre a saúde da população brasileira. Nesse contexto, o aumento da alimentação fora de casa e a preferência por compra de alimentos em supermercados, são fatores que favorecem a diversificação de gêneros e o conseqüente aumento no consumo de alimentos industrializados. Além disso, a publicidade e a ideologia consumistas ganham importância,favorecendo a formação de novos hábitos alimentares e influenciando as escolhas dosconsumidores. A transição nutricional pela qual a sociedade tem passado é caracterizada por uma dieta extremamente calórica, rica em açúcares e gorduras, e insatisfatória quanto ao aporte nutricional. O surgimento e/ou agravamento de patologias como desnutrição, dislipidemias, obesidade e outras doenças crônicas não transmissíveis estão intimamente ligadas a tais mudanças na alimentação do indivíduo.(...)


27: http://www.abeso.org.br/pagina/273/artigo.shtml Esteatose hepática
28 Cancer e obesidade.
http://www.cancer.gov/cancertopics/factsheet/Risk/obesity
During the past several decades, the percentage of overweight and obese adults and children has increased markedly.
Obesity is associated with increased risks of cancers of the esophagus, breast (postmenopausal), endometrium (the lining of the uterus), colon and rectum, kidney, pancreas, thyroid, gallbladder, and possibly other cancer types.
Obese people are also at higher risk of coronary heart disease, stroke, high blood pressure, diabetes, and a number of other chronic disease


http://www.cancerresearchuk.org/cancer-info/healthyliving/obesityandweight/howdoweknow/body-weight-and-cancer-the-evidence#obesity
 Bianchini, F., R. Kaaks, and H. Vainio, Overweight, obesity, and cancer risk. Lancet Oncol, 2002. 3(9): p. 565-74. PubMed
 IARC, Weight Control and Physical Activity. IARC Handbooks of Cancer Prevention, ed. H. Vainio and F. Bianchini. Vol. 6. 2002, Lyon: IARC.
 Renehan, A.G., et al., Body-mass index and incidence of cancer: a systematic review and meta-analysis of prospective observational studies. Lancet 2008. 371(569-578). PubMed
 Reeves, G.K., et al., Cancer incidence and mortality in relation to body mass index in the Million Women Study: cohort study. BMJ, 2007. PubMed
29; http://www.endocrino.org.br/sindrome-metabolica/


30 http://www.endo-society.org/guidelines/final/upload/FINAL-Standalone-Post-Bariatric-Surgery-Guideline-Color.pdf ( David Heber).


31 http://care.diabetesjournals.org/content/early/2009/07/09/dc09-0619.full.pdf
frutose como adoçando iso calorico ajuda a não elevar

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Ontem tive reunião com Dr Rubens Teixeira uma das mentes mais brilhantes que já tive o privilégio de encontrar.


sábado, 16 de fevereiro de 2013

Ano passado recomecei a cuidar de minha saúde. Um de meus desejos era de emagrecer e comecei. Após refletir tive a idéia de me ajudar a manter este alvo com postagens sobre minha dieta, e minhas lutas para emagrecer. Me ajudem nisso critiquem e comentem minha jornada nesta área. Iniciei Dezembro e estava com 125 kilos. Até agora já perdi 6 kilos. ( Imaginem só eu tive de enfrentar o natal e ano novo culminando no carnaval.

Coloco uma foto minha do lado de meu treiler médico para relembrar meu peso e vou colocar a cada mês uma nova foto para celebrar e relembrar. Um de meus desejos é de começar um grupo de apoio a pessoas com dificuldades de emagrecer ou de conquistar seu pesos ideal. Naturalmente que diversas são as formas disto acontecer. Pode variar desde uma dieta bem feita atá mesmo ao ponto da cirurgia. Entretanto uma coisa não pode sair de nossas mentes; foco e objetivo.


Se outros quiserem ou desejarem começar esta jornado comigo me comuniquem. Meu email para contatos é wilson@wilsonbonfim.com .

Minha foto inicial , bem para quem não me conhece eu sou o camarada de camisa médica azul. ( Scrub) 


quinta-feira, 28 de junho de 2012

"Prometheus mas não cumprius"

Absolutamente inacreditável esse filme Prometheus. A falta de criatividade foi o elemento que mais me chocou. Eu fui ao cinema com a fé daquela cientista mas sai com menos fé que a milionária promotora da viagem interespacial. O filme dirigido pelo legendário ( toda semelhança é mera coincidência) Ridley Scott, conta com diversos elementos de ficção científica misturados ( à parte é obvil dos esperados elementos da saga Alien). Após o apoteótico início a viagem espacial inicia com alguns toques de STAR TREK, quanto ao propósito da viagem dos tripulantes que é o de reencontrar o razão da humanidade. Na tripulação temos um Robô "malvado' que parece uma mistura de DATA, Dr Spock e Dr Smith (perdidos no espaço) entretanto fica muito claro desde o início que o camarada é uma espécie de espião neste roteiro extremamente previsível. Até que no começo enganou um pouco mas com o desenrolar da história os cinéfilos não acostumados com os escritos de Erich von Däniken ficam voando na história ( a não ser que tenham assistido é claro a série Stargate). Os cientistas que se perderam morreram no início tão absurdamente como todos os outros. Perguntas: E aquela arma ridícula de fogo no espaço? Que cientista idiota de microbiologia intergaláctico tiraria o capacete mesmo em um espacial ambiente com mistura de hidrogênio/oxigênio ideal sem uma varredura absoluta da potencial flora fauna microscópica?( com faria Dr Spock). O ambiente e alguns efeitos são interessantes mas fica extremamente complicado para um médico contemporâneo, ao assistir um filme ambientado em 2090, (cujo período demonstra capacidade tecnológica de viagem intergaláctica) não foi capaz de curar a esterilidade da personagem principal e obriga um cientista a usar óculos dentro de um capacete. Isto é absolutamente absurdo, pois na época da saudosa enterprise já havia cura para tais doenças. Aquela ridícula cena da cirurgia ( muito pior que a original Alien 8º passageiro) Poderia ter sido interessante pala capacidade técnica para os efeitos especiais, pelo argumento inicial do filme e pelo aclamado diretor. Entretanto o final com cara de “espero de que vocês queiram mais” quase pediu um final de trilogia bollywoodiana.Sinto muito mas Infelizmente Ridley Scott “Prometheus mas não cumprius”...

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Médicos concedem aborto baseado no sexo

Investigação sobre Aborto: médicos filmados concordando em realizar abortos ilegais"sem perguntas". Estão sendo concedido abortos ilegais por médicos as mulheres com base no sexo do feto,revela uma investigação sigilosa pelo The Daily Telegraph. http://www.telegraph.co.uk/health/healthnews/9099511/Abortion-investigation-doctors-filmed-agreeing-illegal-abortions-no-questions-asked.html

terça-feira, 17 de abril de 2012

A primeira reunião do distrito de Jacarépaguá ocorreu no último sábado dia 14 de abril de 2012 e este foi um pequeno vídeo que fala sobre este encontro. Oramos, recebemos do SD reve César Silva as orientações missionárias e financeiras.

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